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Apocalipse – A Mulher e o Dragão 1ª Parte

A situação da nação israelense e do mundo nos leva a refletir acerca das profecias bíblicas. De acordo com o texto profético acima, os acontecimentos escatológicos giram em torno de Israel e das outras nações, chamadas por Jesus de figueira e árvores. Em Apocalipse 12, o apóstolo João descreve uma visão que abrange o passado, o presente e o futuro do povo israelita. O objetivo deste artigo é analisar este importante texto, que apresenta, ainda, um resumo do plano de Deus para salvar a humanidade, enfatizando os constantes ataques do inimigo ao povo escolhido por Deus, ao longo dos séculos. Para que o texto em questão seja melhor entendido, é preciso ter em mente a ordem dos principais acontecimentos escatológicos.
A ordem dos acontecimentos escatológicos
a) Arrebatamento da Igreja – este acontecimento, que dá início a uma série de eventos escatológicos, é a primeira parte da segunda vinda de Cristo e ocorrerá rapidamente, num abrir e fechar de olhos (I Co 15:51,52). Somente os salvos verão a Jesus nessa ocasião (I Ts 4:16,17).
b) Tribunal de Cristo – dar-se-á em algum lugar, nos ares (Ap 22:12; Mt 16:27), e somente os salvos participarão deste julgamento, que conferirá galardões de acordo com o trabalho prestado a Deus, na terra (II Co 5:10; I Co 3:12-15).

c) Bodas do Cordeiro – será uma grande festa no céu, com a participação dos santos galardoados de todas as épocas (Ap 19:7; Mt 8:11).

d) Grande Tribulação – acontecerá na terra em um período de sete anos marcado pelo domínio da tríade satânica e por terríveis juízos divinos (Dn 9:27; Ap 7:14; 16:13).
e) Vinda de Cristo em Poder e Grande Glória – trata-se da segunda etapa da vinda de Cristo (Mt 24.30; Zc 14.4), através da qual livrará Israel do exército anticristão (Ap 16.16; 17.14), lançará as duas bestas no lago de fogo (Ap 19.19,20), prenderá Satanás por mil anos (Ap 20.1,2), julgará as nações segundo o tratamento dispensado ao povo israelita e estabelecerá o Milênio na terra (Mt 25.31-46).
f) Milênio – será o reino milenial de Cristo, do qual participarão os santos glorificados, os povos absolvidos no julgamento das nações e as pessoas nascidas no período de mil anos (Ap 20.1-6). g) Revolta de Satanás – após o Milênio, o inimigo será solto e enganará as nações, mas será destruído pelo Senhor e fará companhia ao anticristo e ao falso profeta no lago de fogo (Ap 20.7-10).
h) Juízo Final – todos os mortos cujos nomes não constarem do livro da vida comparecerão diante do Trono Branco para receberem a sentença de condenação (Ap 20.11-15). Será o último acontecimento escatológico, visto que, depois dele, tudo será glória eterna, com Cristo (Ap 21; 22). Aleluia!
A mulher vestida do sol
Os protagonistas do texto de Apocalipse 12 são a mulher e o dragão:
“E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça”, v. 1.
“E viu-se outro sinal no céu, e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete diademas”, v. 3.
Há muitas teorias a respeito da mulher vestida do sol. Para o catolicismo romano, ela é Maria, mãe de Jesus, enquanto a Ciência Cristã assevera que se trata de Mary Baker Eddy, fundadora desta seita. Alguns teólogos dizem que se trata da Igreja. Mas todas essas afirmações não passam de especulações desprovidas de embasamento contextual.
Não há dúvidas, à luz do contexto, de que a mulher seja Israel. O versículo 17 da passagem em análise mostra que o diabo fará guerra “ao resto da sua semente”, uma referência clara ao remanescente israelita: “Também Isaías clamava acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo”, Rm 9.27.
Analisemos as características da mulher:
a) Vestida do sol – representa a glória do Senhor que tem envolvido o povo israelita ao longo dos séculos (Cf. Sl 84.11; 104.1,2; Ml 4.2).
b) Tem a lua debaixo dos seus pés – isto se refere à supremacia de Israel como nação escolhida: “Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há”, Dt 7:6.
c) Tem uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça – trata-se de uma alusão aos patriarcas, que deram origem às doze tribos formadoras do povo de Israel (Gn 37.9).
d) Grávida, já com dores de parto, gritando com ânsias de dar à luz – isto mostra que o privilégio de ser escolhido como nação de onde surgiu o Messias trouxe e trará a Israel experiências dolorosas: “Como a mulher grávida, quando está próxima a sua hora, tem dores de parto e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós por causa da tua face, ó SENHOR!”, Is 26:17.
Alguns teólogos afirmam que o filho da mulher representa a Igreja, ou os mártires, ou os 144.000 judeus selados durante a Grande Tribulação. Entretanto, o contexto geral (Sl 2.9; Ap 2.27) e o versículo 5 do texto em análise deixam claro que se trata de Jesus Cristo: “E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.”
Quem é o dragão?
O dragão não pode ser outro, senão o diabo, que é apresentado ao longo das páginas sagradas como: leão (I Pe 5:8; Sl 91:13), serpente (v. 9; Gn 3:15) e dragão (Ap 20.2).

Este estudo continua na próxima sexta-feira, aguarde!

Créditos: Estudo cedido pelo Pastor e Conferencista Carlos Eduardo, visite o Blog: www.conferencistacarloseduardo.blogspot.com
Fiquem na Paz de Cristo Jesus

Evangelista Rildo Reis

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